E, se tudo isso falhar, é bom ter uma boa lembrança para o último segundo. Pode ser o rosto da mulher amada que não mais o verá, o sabor do bolo preparado pela avó, um quarto onde se aconchegou em uma noite fria, um pôr-de-sol que nunca mais se repetiu, o som de um riacho da infância, o cheiro do mar, as plantas onde se deitou para contemplar as estrelas uma noite. Esse último segundo é aquele em que, antes do total desconhecido, é preciso mostrar a si mesmo que valeu a pena. E a verdadeira vitória é, mesmo derrotado, saber isso. Que valeu.